Wednesday, 8 November 2017

O Portugal: a esquerda no governo

Por Tom O’leary

A polemica recente sobre a politica económica no Portugal é muito importante porque tem importância para todos os grupos anti austeridades da esquerda. Os grupos da esquerda têm alcançado algo único no período atual, em que o governo do Portugal é o único que opera para terminar a austeridade. Nos termos mais generais, isto é o objetivo para o governo possível de Corbyn na Inglaterra, também deveria ser o objetivo para a esquerda completa da Europa, então precisa de observar o governo do Portugal. 

O periodista que e famoso na Inglaterra que se chama Owen Jones começou a polemica com uma afirmação verdadeira que a experiência portuguesa demostra que a austeridade nunca era necessária. As políticas que sustentam o crescimento económico são mais preferidas e também causam uma redução do déficit publico entre outras vantagens. Uma variedade de pessoas criticou Jones incluindo Jolyon Maugham, um comentarista de Twitter que publicou muitos tuítes que apoiam completamente as ações da União Europeia com respeito ao Portugal.

 O tuíte é um modelo de brevidade, contem ao menos três errores em menos de 140 caracteres e, mais importante, os credores do Portugal foram resgatados pela UE, não o país. O governo do Portugal ainda tem as dívidas dessa época que pioraram devida ao programa da austeridade que as acompanharam. Se pode culpar a comissão da União Europeia, o Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu, os políticos portugueses (alguns do Partido Socialista que agora estão na coalizão da esquerda), as agências de notação de riscos de crédito, os bancos domésticos e internacionais, e claro, os credores. Como o partido politico da Inglaterra, os ‘Liberal Democrats’, Maugham não só defende a adesão à UE, senão também a austeridade que a UE perpetua.

A recuperação do Portugal não vem por causa da imposição do programa da austeridade, mas apesar das políticas da austeridade. Mas os questiones mais importantes para a esquerda agora são como a recuperação económica pode ser alcançada e pode ser mantida.

O desempenho económico

O FMI prevê um crescimento do PIB real de 2,1% no ano de 2017, o que pode ser a taxa mais forte desde a começa da crise em 2008. Mas a taxa de crescimento foi de 2,8% na primeira metade de 2017 comparada ao mesmo período em 2016, o que ultrapassa a UE ou a média da zona euro. Não há dúvida que o crescimento económico tem acelerado desde a coalizão entre os democratas socais e os partidos extremas da esquerda em 2015 e isto continua.

O crescimento do PIB do Portugal, ano por ano
Fonte: Eurostat

A primeira conclusão deveria ser que a terminação da austeridade não cause desastres. De fato, tem causado um crescimento acelerando e uma redução nos deficits públicos do setor publico. A segunda conclusão é que o governo da esquerda pode terminar austeridade apesar da UE e ainda a zona europa ao menos nas limitas certas.

O crescimento é limitado pela acumulação do capital, que é o crescimento nos meios de produção. Desde a coalizão da esquerda, o nível do investimento (a Formação Brutal de Capital Fixo) subiu 7,7% (dados pelo segundo quarto de 2017 já não é disponível). Durante o mesmo período, PIB real subiu ao menos da metade dessa taxa. Por isso o investimento causou o crescimento económico.

O governo contribuiu ao aumento no investimento, mas a contribuição mais grande proveram do setor privado. Os lucros previstos são o fator principal dos investimentos privados então é provável que as medidas do governo português para aumentar o consumo e o seu incremento modesto dos investimentos causaram o acréscimo dos níveis previstos do lucro. Em breve, as medidas de incentivo têm estimuladas a economia portuguesa.

É mais preferido e mais efetivo que a austeridade, mas não é sustentável para o futuro. O aumento ao consumo não se sustenta por um crescimento dos salários e das rendas. Eurostat reporta que a proporção das poupanças caseiras tem mergulhada. Essas cifras se-pode ver na tabela seguinte.

A proporção das poupanças caseiras, %:
Fonte: Eurostat

Essa redução nas poupanças caseiras e os níveis do consumo atual (causado pelo investimento do setor privado) não são sustentáveis. Os salários reais estão em queda e em certo ponto, sem o crescimento real nos salários e nas rendas, as casas vão limitar seus gastos.

Para sustentar a recuperação económica e aumentar os salários reais, o crescimento do investimento deveria aumentar por maneira sustentável. É improvável que o setor privado vai fornecer o investimento se os gastos dos consumadores fraquejem. Então, o governo tem de procurar maneiras no que pode aumentar o investimento do setor publico.

Sem mais conhecimento da economia portuguesa não é possível para produzir um plano para o investimento do setor publico. Não obstante, há uma variedade das fontes potenciais para fundos que incluem:
  • O numero de corporações que são públicos que podem aumentar seu investimento (usando as reservas ou os empréstimos novos
  • Os pedidos para a comissão europeia para acelerar/aumentar seu programa dos gastos do capital
  • A nova infraestrutura e outros projetos que o Banco Europeu de Investimento custeia
  • Os novos impostos para os super-ricos e as companhias grandes para pagar os investimentos
  • A remoção dos subsídios para os negócios para criar fundos para o investimento public
  • Quando é possível, empréstimos adicionais pelo governo
A escala do investimento que é necessário é muita grande. Em 2000 a Formação Bruta de Capital Fixo como uma proporção do PIB subiu 28%, mas agora representa quase metade dessa. Entretanto todos os passos nesta direção asseguram que a recuperação tem uma base mais sustentável.

O governo português da esquerda demostrou que existe um alternativo à austeridade, mas os incentivos não funcionam de longo prazo. Para sustentar a recuperação e mostrar que o alternativo à austeridade é o investimento, necessita-se os medias mais fortes.

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Este artigo é uma modificação do artigo que originalmente apareceu em inglês.